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Santa Missa
1ª Carta dos Catequistas - A Santa Missa

Por Jarbas José dos Santos Domingos e Matilde de Almeida Coelho

I – A dinâmica das cartas

1. Queridos jovens, livremente vocês decidiram continuar na caminhada rumo ao Céu em que seus pais os colocaram quando os levaram ao altar para receber o Batismo. Na época vocês não tinham capacidade para fazer nada sozinhos, portanto cabia aos seus pais, exercendo sua autoridade e responsabilidade, pedir a vinda do Espírito Santo para vocês. É isso que acontece no Batismo. O Espírito Santo, que é Deus, por intermédio da Igreja, entra em vocês, e isso os torna parte desse Deus. Precisamente, do corpo desse Deus, que é a Igreja, una, santa, católica, apostólica e romana, da qual Ele é a cabeça.

2. Hoje vocês já estão crescidos o suficiente para tomarem decisões por si próprios, e isso é uma grande alegria. A liberdade que Deus deu a vocês para escolherem seguir pelo caminho do mal, se afastando Dele, ou do bem, se aproximando Dele, os trouxe de volta a Ele. E como deve estar feliz!

3. Por um impulso de amigos, de pais ou de algum conhecido, inspirados, sem dúvida, pelo Espírito Santo, vocês decidiram entrar na catequese de preparação para o Crisma. Receber esse sacramento, como todo outro, é algo muito sério, então é preciso uma preparação para terem a adequada consciência do que isso significa. É o que estão fazendo todas as quintas-feiras à noite.

4. E para receberem a devida preparação, com muito carinho, a cada semana escreveremos pequenas cartas, sempre finalizadas com um conselho de Dom Bosco, tratando de determinados pontos fundamentais da nossa fé católica. Esta, que recebemos dos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelos seus sucessores, os bispos, com o auxílio dos padres.

II – A Santa Missa

5. Para a primeira carta, o Espírito Santo nos conduziu a falar sobre a Santa Missa, um dos maiores presentes que Deus poderia nos ter dado. Tão importante que milhares de pessoas até já perderam suas vidas para não perderem de ir à Missa!

6. A Missa é um acontecimento tão especial que no Concílio de Trento, assim chamado por ter acontecido na cidade de Trento no período de 1545 a 1563, na Itália, a Igreja declarou que “nenhuma outra ação pode ser realizada pelos fiéis cristãos, tão santa e tão divina como este tremendo mistério”.

7. São Boaventura, bispo da ordem franciscana e doutor da Igreja, ensina que “aquilo que Deus faz, dignando-se a descer cada dia sobre o altar, não é inferior ao que acontece, quando assume a natureza do gênero humano”. Parece complicado, mas não é. O que o santo disse foi que dois fatos muito conhecidos por vocês têm o mesmo valor, a encarnação de Deus no ventre da Virgem Maria e a consagração da hóstia sobre o altar na Missa.

8. Curiosamente, Santo Agostinho parece completar o que disse São Boaventura. Ainda que tenha vivido quase mil anos antes! Poeticamente, como de seu costume, o santo assim se refere ao evento que acontece no altar durante a Missa: “ó dignidade veneranda dos sacerdotes, em cujas mãos, como no seio da Virgem, encarna-se o Filho de Deus”.

9. A Missa nos dá algo muito caro, isto é, que teve um preço enorme: a nossa salvação. Santo Tomás de Aquino, um dos maiores doutores da Igreja, digno, inclusive, de um elogio diretamente de Deus, nos deixou o belo ensinamento de que “em cada Missa se encontra o fruto operado por Cristo sobre a cruz. Tudo o que é efeito da Paixão do Senhor, é efeito deste sacrifício”. Ou seja, o que recebemos da cruz é o mesmo que recebemos da Missa.

10. Nesse sentido, “a celebração da Missa tem tanto valor quanto tem a morte de Cristo na cruz”, diz São João Crisóstomo, conhecido como “boca de ouro”, pois falava o que tinha de ser dito. Doesse a quem doer! Vejam, com isso, que a Missa não é uma simples reunião de pessoas, é algo que vai bem além da nossa imaginação. O mesmo valor de um Deus crucificado!

11. Daí porque o citado Concílio de Trento concluir que “devemos usar toda a diligência para que a Santa Missa [o tremendo mistério] seja celebrada com a máxima limpeza e pureza interior do coração, e com atitude exterior de devoção e piedade”. Portanto, é justo com Deus que cheguem uns minutos antes de começar a Missa, para terem tempo de se acalmarem e rezarem um pouco pedindo a graça para participarem dignamente. Não conversem durante a celebração, afinal o mesmo fato que aconteceu no monte Calvário em Jerusalém há dois mil anos se repete ali no altar. Mantenham-se atentos a qualquer gesto ou palavra presente na celebração, tudo tem um sentido, o qual será melhor explicado a vocês em outra ocasião.

III – O conselho de Dom Bosco

12. Para concluir, um conselho de Dom Bosco, pai e mestre dos jovens, que reza dia e noite sem cessar pelo bem de vocês: “Assista, pois, meu caro amigo, à Santa Missa com espírito de verdadeiro cristão, meditando a começar pela dolorosa Paixão que Jesus Cristo sofreu pela nossa salvação. Durante a Missa você deve estar com modéstia e recolhimento que nada possa perturbar. A mente, o coração, todos os pensamentos estejam unicamente ocupados em honrar Deus. Recomendo que faça grande empenho em assistir à Santa Missa todos os dias, até com algum sacrifício. […] Lembre-se sempre de oferecer a Santa Missa em sufrágio pelas almas do Purgatório.”